04/08/2026

QUEBRA DE CONFIANÇA, autoria de HARLAN COBEN, excelente leitura para anteceder uma boa noite de sono.

Há autores que chegam até nós por acaso. Outros, porém, chegam pela insistência de leitores apaixonados. Foi exatamente assim que conheci Harlan Coben.

Durante muito tempo ouvi elogios ao autor de Quebra de Confiança, mas, curiosamente, nunca havia sentido vontade de começar sua obra. Ele sequer fazia parte da minha lista inicial do projeto 41 Anos, 41 Livros. Ainda assim, tantas recomendações despertaram minha curiosidade, então decidi fazer de Quebra de Confiança a leitura que representaria o ano de 1995.

Foi uma daquelas decisões que transformam completamente nossas expectativas.

Logo nas primeiras páginas, Coben conquistou meu interesse com uma narrativa ágil, personagens cativantes e um equilíbrio surpreendente entre suspense, humor e emoção. A leitura foi tão envolvente que terminei o livro em pouquíssimo tempo e, sem qualquer hesitação, ele conquistou um lugar entre os meus favoritos.

Às vezes, basta um único livro para nos apresentar um autor que permanecerá conosco por muito tempo.

E você? Qual foi o livro que leu por insistência de alguém e que, no fim, acabou se tornando um dos seus favoritos?

Contribuição: https://www.instagram.com/p/DbZETq_lGmI/?igsh=Z3c0a2tkc2Z4d2J0

10/07/2026

RACHEL DE QUEIROZ, a nossa Jane Austen eternizada em MEMORIAL DE MARIA MOURA

Falar de uma consagrada ao longo dos anos e eternizada na televisão pela memorável minissérie de 1994 — é dispensar os resumos apressados do enredo de "MEMORIAL DE MARIA MOURA" da escritora brasileira Rachel de Queiroz . A trajetória da personagem Maria Moura, a jovem que desafia as convenções de um mundo regido pela força, pela astúcia e pela violência, se consolidou como um dos grandes mitos da literatura brasileira.

Ao fundir, de forma deliberada, elementos da paisagem nordestina e do Cerrado, enquanto evita situar a narrativa em um tempo histórico rigorosamente definido, Rachel de Queiroz transcende os limites do romance histórico tradicional. Ecos do Brasil Imperial convivem com um sertão quase lendário, marcado pelo isolamento, pela ausência da lei e pela sobrevivência dos mais fortes. Dessa escolha nasce uma narrativa que poderia pertencer ao passado, mas que dialoga com qualquer época.

A construção desse universo também se apoia na linguagem. O vocabulário, seco, áspero e profundamente enraizado na oralidade regional, não funciona apenas como recurso estilístico: ele confere autenticidade à narrativa e transforma a própria fala em extensão da paisagem. Em Memorial de Maria Moura, o território não é desenhado apenas pelos caminhos, serras e chapadas, mas também pela dureza das palavras, pelos silêncios e pela cadência da voz de seu povo.

Mais do que narrar a ascensão de uma personagem inesquecível, Rachel de Queiroz constrói uma reflexão poderosa sobre poder, liberdade, liderança e resistência. O resultado é um romance de extraordinária força estética, cuja grandeza permanece intacta décadas após sua publicação.

Contribuição: https://www.instagram.com/p/DaiQpnTkdoQ/?igsh=MWNjdWhucm03bzA1eA%3D%3D


Rachel de Queiroz, a nossa Jane Austen:

É possível estabelecermos alguns paralelos literários entre as obras de Rachel de Queiroz e Jane Austen? Sim, embora pertençam a contextos históricos, culturais e estéticos muito distintos. O interessante é que as semelhanças estão menos na ambientação ou no estilo e mais na forma como ambas constroem personagens femininas e analisam as estruturas sociais de seu tempo.

Tanto Jane Austen quanto Rachel de Queiroz criam mulheres inteligentes, independentes e pouco dispostas a aceitar passivamente as convenções sociais. Personagens como Elizabeth Bennet ou Anne Elliot encontram paralelo, cada uma à sua maneira, em Maria Moura, Conceição e Dôra.

As duas escritoras observam com olhar crítico as regras impostas às mulheres. Austen examina a sociedade rural inglesa, em que casamento, herança e posição social determinam o destino feminino. Rachel de Queiroz desloca essa discussão para o sertão brasileiro, abordando patriarcado, poder, propriedade, violência e sobrevivência.

Ambas evitam heroínas idealizadas. Suas personagens têm virtudes, dúvidas, contradições e amadurecem ao longo da narrativa.

Em vez de privilegiar grandes acontecimentos históricos, as duas utilizam os conflitos cotidianos para revelar o funcionamento de suas respectivas sociedades.

Entretanto, as diferenças literárias entre suas obras são profundamente grandes, as quais devemos considerar:

Rachel de QueirozJane Austen
Sertão e interior do Brasil.Campo e pequenas cidades da Inglaterra georgiana e regencial.
Violência, seca, disputas por terra e sobrevivência.Etiqueta social, casamentos, heranças e relações familiares.
Linguagem regional, seca e direta.Prosa elegante, refinada e marcada pela ironia.
Influência do regionalismo e do modernismo brasileiro.Romance de costumes e realismo social inglês do início do século XIX.
Conflitos frequentemente físicos e políticos.Conflitos predominantemente morais, sociais e afetivos.

Ambas escrevem sobre poder. Em Jane Austen, o poder costuma decorrer da posição social, da renda e do casamento. Em Rachel de Queiroz, ele nasce da posse da terra, da liderança, da coragem e, muitas vezes, da força física. Maria Moura, conquista um espaço que, em sua época, era reservado aos homens; Elizabeth Bennet conquista autonomia intelectual e moral em uma sociedade igualmente patriarcal, embora muito menos violenta.

Em síntese, Rachel de Queiroz e Jane Austen não pertencem à mesma tradição literária, mas compartilham uma característica fundamental: ambas utilizaram protagonistas femininas extraordinárias para questionar as estruturas sociais de seu tempo. Austen o faz com ironia sutil e refinamento psicológico; Rachel de Queiroz, com vigor regional, dramaticidade e uma linguagem profundamente ligada à realidade brasileira. É justamente essa capacidade de transformar mulheres em protagonistas de seu próprio destino que aproxima duas escritoras separadas por um oceano, um século e culturas tão distintas.

(Texto produzido por IA)


02/07/2026

"O Pequeno Príncipe", considerado o segundo livro mais traduzido do mundo, atrás apenas da Bíblia Sagrada.

Há 126 anos, nascia Antoine de Saint-Exupéry.


No dia 29 de junho de 1900, nasceu Antoine de Saint-Exupéry, imortal escritor francês que conquistou leitores de todas as idades com sua obra mais famosa, O Pequeno Príncipe. Traduzido para mais de 382 idiomas e dialetos, o livro é considerado o segundo mais traduzido da história, ficando atrás apenas da Bíblia Sagrada.

Mais do que um clássico da literatura, O Pequeno Príncipe é um convite à reflexão. Na infância, encanta pela imaginação, pelos símbolos e pelas aventuras. Na vida adulta, surpreende pela profundidade de seus ensinamentos sobre amizade, amor, responsabilidade, simplicidade e o verdadeiro sentido da existência.

No Brasil, a obra foi publicada pela primeira vez em 1952, em tradução do poeta Dom Marcos Barbosa, que permaneceu como a principal tradução brasileira durante cerca de seis décadas.

Algumas de suas frases continuam emocionando gerações de leitores:

"Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso."

"É bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio."

E você? Já leu ou releu este clássico?

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Darolt, convida você a conhecer ou revisitar esta obra inesquecível, que continua encantando leitores de todas as idades e nos lembra que "o essencial é invisível aos olhos".

11/06/2026

COMUNICADO

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer da Rold, de Medianeira – Paraná, informa que no dia 26/06/2026 (sexta-feira), não haverá expediente para atendimento ao público.

A Biblioteca permanecerá aberta, porém não serão realizados empréstimos, devoluções de livros ou novos cadastros de usuários nessa data.

Contamos com a compreensão de todos os leitores e frequentadores.

Atenciosamente,

O Bibliotecário
Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer da Rold
Medianeira – Paraná

26/03/2026

Biblioteca Cidadã, espaço da coletividade e da responsabilidade social com o bem de todos.

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold vem por meio deste, reforçar a importância do compromisso assumido pelos leitores no ato do empréstimo de obras do nosso acervo.

Foto 1: Acervo bibliográfico biblioteca cidadã.
O empréstimo de livros é um serviço fundamental que visa democratizar o acesso à leitura, ao conhecimento e à cultura. No entanto, para que esse serviço continue atendendo a toda a comunidade de forma eficiente, é indispensável que os prazos de devolução sejam respeitados.

Atualmente, o sistema de empréstimos registra a existência de obras que não foram devolvidas dentro do período estipulado, o que compromete a circulação do acervo e impede que outros leitores tenham acesso a esses materiais.

Além disso, registramos a devolução de alguns exemplares em condições inadequadas de uso e conservação, apresentando danos que inviabilizam sua reutilização. Nesses casos, as obras tornam-se impróprias para novos empréstimos, sendo necessário seu descarte. O que representa prejuízo ao acervo da biblioteca, à coletividade e ao  patrimônio público.

É importante ressaltar que o livro pertencente ao acervo da biblioteca pública não constitui um objeto de entretenimento recreativo, mas sim um instrumento fundamental para o fortalecimento e o enriquecimento cultural da criança, adolescente e do adulto.

Foto 2: livros danificados
Dessa forma, quando criança, orienta-se que seu manuseio ocorra sempre sob a supervisão dos responsáveis, a fim de garantir a adequada conservação do material. Trata-se de um bem público, de uso coletivo, que deve ser preservado para que possa atender a todos os leitores.

Ressaltamos que danos decorrentes do uso inadequado, como rasgos, sujeiras, páginas soltas, molhado, rabiscado, amassado, uso durante a refeição, transporte inadequado em mochilas escolares e demais avarias comprometem a qualidade da obra e, em casos mais graves, podem inviabilizar sua utilização por outros leitores.

Contamos com a colaboração de todos na preservação do acervo, promovendo o respeito ao patrimônio público e incentivando, desde a infância, o cuidado com os livros.

Ressaltamos que a não devolução dos materiais, bem como, a devolução em mau estado, pode acarretar em restrições no acesso a novos empréstimos, conforme as normas da biblioteca e lembramos que o livro é um patrimônio de todos os cidadãos.

Contamos com a compreensão e o comprometimento dos leitores e frequentadores para mantermos nosso acervo organizado, acessível e disponível à coletividade.

Em caso de dúvidas ou necessidade de regularização, pedimos que entre em contato com a Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold.

Fone: 45 32648607 - Watts: 4598136503

 


18/03/2026

LER TRANSFORMA. DOAR LIVROS TAMBÉM.

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold quer ampliar ainda mais seu acervo e ficar também, ainda mais atrativa para o público leitor, para isso, conta com obras vindas do público!

Livros têm um poder especial: eles aproximam pessoas, despertam a imaginação e abrem portas para novos conhecimentos. Pensando nisso, a Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold está recebendo doações de livros literários para ampliar ainda mais o acesso à leitura em nossa comunidade e em especial à seu público frequentador.

Se você tem em casa livros infantis, juvenis ou para o público adulto que já foram lidos e estão em bom estado ou, que precisem de pequenos reparos, considere doá-los. Cada obra doada pode encontrar um novo leitor, inspirar histórias e transformar momentos de quem visita a biblioteca.

Ao doar um livro, você não está apenas entregando páginas encadernadas, está compartilhando cultura, conhecimento e incentivando a leitura e ajudando a fortalecer a nossa biblioteca.

Doe livros literários infantis, juvenis e adultos.

Contribua para que mais pessoas tenham acesso ao mundo da leitura.

Traga sua doação até a Biblioteca Cidadã e faça parte dessa corrente de incentivo à leitura.

Ler transforma. Doar livros também.


BIBLIOTECA CIDADÃO PROFESSORA CATARINA CARRER DA ROLD

RUA: ESPÍRITO SANTO, 2181 – NAZARÉ  –  CEP: 85724-206

FONE: 45 32648607 – E-MAIL: bibliotecacidada@medianeira.pr.gov.br

Watts 4598136503

18/12/2025

ENCERRAMENTO DO ANO DE 2025 E INÍCIO DAS ATIVIDADES NO ANO DE 2026.

 

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold, de Medianeira/PR, informa que as atividades do ano letivo 2025, se encerram dia 19/12, às 16h. Portanto, orientamos aos leitores que estão de posse de livros tomados por empréstimos, e que, não foram devolvidos na data prevista, estando com o prazo de empréstimo vencido, deverão então, ficar com a guarda dos livros até o dia 02/02/2026, data esta, que a Biblioteca Cidadã abrirá para atendimento aos leitores e frequentadores e então, a partir desta data, farão a devolução dos mesmos e, caso seja do interesse do leitor, tomar por empréstimos novos livros. 

Aos leitores, cuja data de devolução é após o dia 19/12, terão a data de empréstimo renovada automaticamente para 02/02/2026, quando deverão fazer a devolução dos livros e, caso seja do seu interesse tomar novos livros emprestados. 

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold, agradece aos leitores e frequentadores deste espaço público de armazenamento  e guarda do conhecimento histórico, científico e cultural, construído a séculos pela humanidade, pelos momentos de interatividades, socialização de conhecimentos e por fazerem da biblioteca um espaço agradável e acolhedor neste ano de 2025. Desejamos que o ano de 2025 se encerre maravilhosamente perfeito como transcorreu e que o ano vindouro de 2026, inicie sob bênçãos Divina e que, assim também transcorra, nas mais perfeitas graças celestiais. Então, boas festas e glorioso vindouro 2026.

Biblioteca Cidadã.