29/09/2026

SER OU NÃO SER BOM, GOSTAR OU NÃO GOSTA, AMAR OU NÃO AMAR, ADMIRAR OU NÃO ADMIRAR, ESCOLHER OU NÃO ESCOLHER, CABE A CADA UM...

P.S. Eu Te Amo, de Cecelia Ahern, escritora irlandesa que em 2004, oxigenou e criou novas conexões neurais nos leitores ao redor do mundo que, tornaram este seu romance num grande sucesso da literatura contemporânea.

A história acompanha Holly Kennedy, uma mulher que precisa reconstruir sua vida depois da morte de seu marido, Gerry, seu grande amor e companheiro de longa data.

Antes de morrer, Gerry deixa para Holly uma série de cartas que deverão ser entregues ao longo dos meses seguintes. Cada mensagem traz uma orientação, uma lembrança ou um pequeno desafio, ajudando Holly a enfrentar o luto e, pouco a pouco, encontrar forças para seguir em frente.

A premissa é delicada e tinha todos os elementos para proporcionar uma experiência profundamente emocionante. Afinal, trata-se de uma história sobre amor, perda, saudade, amizade e recomeço.

Entretanto, apesar da proposta envolvente, a experiência de leitura pode não corresponder à expectativa criada pela fama da obra. O ritmo da narrativa e a maneira como alguns personagens são construídos podem fazer com que o envolvimento com a história seja diferente daquele que muitos leitores esperam.

E isso também faz parte da experiência de ser leitor.

Uma obra pode ser um grande sucesso, conquistar milhares de leitores e ainda assim não provocar a mesma emoção em todos. A literatura é uma experiência pessoal e cada leitor estabelece uma relação diferente com uma história.


Do livro para o cinema

Em 2007, P.S. Eu Te Amo ganhou uma adaptação cinematográfica, protagonizada por Hilary Swank e Gerard Butler.

Para alguns leitores, o filme pode apresentar a história de maneira mais dinâmica e acessível, com uma abordagem visual que acrescenta novos elementos à experiência proporcionada pelo livro.

Essa diferença entre literatura e cinema também nos permite refletir sobre como uma mesma história pode ser reinterpretada quando passa das páginas para as telas.

Nem todo sucesso literário precisa ser o nosso favorito.


A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold, acredita que ler também significa desenvolver um olhar próprio sobre aquilo que encontramos nos livros.

Nem sempre uma obra muito elogiada pelo público irá despertar em nós as mesmas emoções. E isso não significa que nossa experiência de leitura esteja errada. Significa apenas que cada leitor possui sua própria maneira de interpretar, sentir e avaliar uma história.

Mais importante do que gostar de todos os livros é permitir-se conhecê-los, refletir sobre eles e descobrir quais histórias realmente encontram espaço em nossa própria experiência como leitores.

E você, já leu P.S. Eu Te Amo ou assistiu ao filme? Qual das duas versões mais marcou sua experiência?


Contribuição: https://www.instagram.com/p/DduasISFB8W/?stkn=MWo5dndyODZucjhmMw%3D%3D

09/09/2026

A BIBLIOTECA CIDADÃ PROFESSORA CATARINA CARRER DA ROLD

 INFORMA:

 A partir do dia 09/09/2026, não serão mais liberados livros cartonados para leitores com 6 anos de idade ou mais.

Os livros cartonados são destinados preferencialmente ao público infantil de até 5 anos de idade, considerando suas características e finalidade.

Agradecemos a compreensão e a colaboração de todos.

04/08/2026

QUEBRA DE CONFIANÇA, autoria de HARLAN COBEN, excelente leitura para anteceder uma boa noite de sono.

Há autores que chegam até nós por acaso. Outros, porém, chegam pela insistência de leitores apaixonados. Foi exatamente assim que conheci Harlan Coben.

Durante muito tempo ouvi elogios ao autor de Quebra de Confiança, mas, curiosamente, nunca havia sentido vontade de começar sua obra. Ele sequer fazia parte da minha lista inicial do projeto 41 Anos, 41 Livros. Ainda assim, tantas recomendações despertaram minha curiosidade, então decidi fazer de Quebra de Confiança a leitura que representaria o ano de 1995.

Foi uma daquelas decisões que transformam completamente nossas expectativas.

Logo nas primeiras páginas, Coben conquistou meu interesse com uma narrativa ágil, personagens cativantes e um equilíbrio surpreendente entre suspense, humor e emoção. A leitura foi tão envolvente que terminei o livro em pouquíssimo tempo e, sem qualquer hesitação, ele conquistou um lugar entre os meus favoritos.

Às vezes, basta um único livro para nos apresentar um autor que permanecerá conosco por muito tempo.

E você? Qual foi o livro que leu por insistência de alguém e que, no fim, acabou se tornando um dos seus favoritos?

Contribuição: https://www.instagram.com/p/DbZETq_lGmI/?igsh=Z3c0a2tkc2Z4d2J0

10/07/2026

RACHEL DE QUEIROZ, a nossa Jane Austen eternizada em MEMORIAL DE MARIA MOURA

Falar de uma consagrada ao longo dos anos e eternizada na televisão pela memorável minissérie de 1994 — é dispensar os resumos apressados do enredo de "MEMORIAL DE MARIA MOURA" da escritora brasileira Rachel de Queiroz . A trajetória da personagem Maria Moura, a jovem que desafia as convenções de um mundo regido pela força, pela astúcia e pela violência, se consolidou como um dos grandes mitos da literatura brasileira.

Ao fundir, de forma deliberada, elementos da paisagem nordestina e do Cerrado, enquanto evita situar a narrativa em um tempo histórico rigorosamente definido, Rachel de Queiroz transcende os limites do romance histórico tradicional. Ecos do Brasil Imperial convivem com um sertão quase lendário, marcado pelo isolamento, pela ausência da lei e pela sobrevivência dos mais fortes. Dessa escolha nasce uma narrativa que poderia pertencer ao passado, mas que dialoga com qualquer época.

A construção desse universo também se apoia na linguagem. O vocabulário, seco, áspero e profundamente enraizado na oralidade regional, não funciona apenas como recurso estilístico: ele confere autenticidade à narrativa e transforma a própria fala em extensão da paisagem. Em Memorial de Maria Moura, o território não é desenhado apenas pelos caminhos, serras e chapadas, mas também pela dureza das palavras, pelos silêncios e pela cadência da voz de seu povo.

Mais do que narrar a ascensão de uma personagem inesquecível, Rachel de Queiroz constrói uma reflexão poderosa sobre poder, liberdade, liderança e resistência. O resultado é um romance de extraordinária força estética, cuja grandeza permanece intacta décadas após sua publicação.

Contribuição: https://www.instagram.com/p/DaiQpnTkdoQ/?igsh=MWNjdWhucm03bzA1eA%3D%3D


Rachel de Queiroz, a nossa Jane Austen:

É possível estabelecermos alguns paralelos literários entre as obras de Rachel de Queiroz e Jane Austen? Sim, embora pertençam a contextos históricos, culturais e estéticos muito distintos. O interessante é que as semelhanças estão menos na ambientação ou no estilo e mais na forma como ambas constroem personagens femininas e analisam as estruturas sociais de seu tempo.

Tanto Jane Austen quanto Rachel de Queiroz criam mulheres inteligentes, independentes e pouco dispostas a aceitar passivamente as convenções sociais. Personagens como Elizabeth Bennet ou Anne Elliot encontram paralelo, cada uma à sua maneira, em Maria Moura, Conceição e Dôra.

As duas escritoras observam com olhar crítico as regras impostas às mulheres. Austen examina a sociedade rural inglesa, em que casamento, herança e posição social determinam o destino feminino. Rachel de Queiroz desloca essa discussão para o sertão brasileiro, abordando patriarcado, poder, propriedade, violência e sobrevivência.

Ambas evitam heroínas idealizadas. Suas personagens têm virtudes, dúvidas, contradições e amadurecem ao longo da narrativa.

Em vez de privilegiar grandes acontecimentos históricos, as duas utilizam os conflitos cotidianos para revelar o funcionamento de suas respectivas sociedades.

Entretanto, as diferenças literárias entre suas obras são profundamente grandes, as quais devemos considerar:

Rachel de QueirozJane Austen
Sertão e interior do Brasil.Campo e pequenas cidades da Inglaterra georgiana e regencial.
Violência, seca, disputas por terra e sobrevivência.Etiqueta social, casamentos, heranças e relações familiares.
Linguagem regional, seca e direta.Prosa elegante, refinada e marcada pela ironia.
Influência do regionalismo e do modernismo brasileiro.Romance de costumes e realismo social inglês do início do século XIX.
Conflitos frequentemente físicos e políticos.Conflitos predominantemente morais, sociais e afetivos.

Ambas escrevem sobre poder. Em Jane Austen, o poder costuma decorrer da posição social, da renda e do casamento. Em Rachel de Queiroz, ele nasce da posse da terra, da liderança, da coragem e, muitas vezes, da força física. Maria Moura, conquista um espaço que, em sua época, era reservado aos homens; Elizabeth Bennet conquista autonomia intelectual e moral em uma sociedade igualmente patriarcal, embora muito menos violenta.

Em síntese, Rachel de Queiroz e Jane Austen não pertencem à mesma tradição literária, mas compartilham uma característica fundamental: ambas utilizaram protagonistas femininas extraordinárias para questionar as estruturas sociais de seu tempo. Austen o faz com ironia sutil e refinamento psicológico; Rachel de Queiroz, com vigor regional, dramaticidade e uma linguagem profundamente ligada à realidade brasileira. É justamente essa capacidade de transformar mulheres em protagonistas de seu próprio destino que aproxima duas escritoras separadas por um oceano, um século e culturas tão distintas.

(Texto produzido por IA)


02/07/2026

"O Pequeno Príncipe", considerado o segundo livro mais traduzido do mundo, atrás apenas da Bíblia Sagrada.

Há 126 anos, nascia Antoine de Saint-Exupéry.


No dia 29 de junho de 1900, nasceu Antoine de Saint-Exupéry, imortal escritor francês que conquistou leitores de todas as idades com sua obra mais famosa, O Pequeno Príncipe. Traduzido para mais de 382 idiomas e dialetos, o livro é considerado o segundo mais traduzido da história, ficando atrás apenas da Bíblia Sagrada.

Mais do que um clássico da literatura, O Pequeno Príncipe é um convite à reflexão. Na infância, encanta pela imaginação, pelos símbolos e pelas aventuras. Na vida adulta, surpreende pela profundidade de seus ensinamentos sobre amizade, amor, responsabilidade, simplicidade e o verdadeiro sentido da existência.

No Brasil, a obra foi publicada pela primeira vez em 1952, em tradução do poeta Dom Marcos Barbosa, que permaneceu como a principal tradução brasileira durante cerca de seis décadas.

Algumas de suas frases continuam emocionando gerações de leitores:

"Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso."

"É bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio."

E você? Já leu ou releu este clássico?

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Darolt, convida você a conhecer ou revisitar esta obra inesquecível, que continua encantando leitores de todas as idades e nos lembra que "o essencial é invisível aos olhos".

11/06/2026

COMUNICADO

A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer da Rold, de Medianeira – Paraná, informa que no dia 26/06/2026 (sexta-feira), não haverá expediente para atendimento ao público.

A Biblioteca permanecerá aberta, porém não serão realizados empréstimos, devoluções de livros ou novos cadastros de usuários nessa data.

Contamos com a compreensão de todos os leitores e frequentadores.

Atenciosamente,

O Bibliotecário
Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer da Rold
Medianeira – Paraná