16/07/2025

Biblioteca Cidadã, um refúgio às mentes

BIBLIOTECA CIDADÃ
 A leitura feita em livros físicos ressurge como aliada do bem-estar mental e da saúde cognitiva do leitor.

BIBLIOTECA CIDADÃ
A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold, espaço público de leitura e estudo, atrai leitores de diversas idades que se identificam com o ambiente social e acolhedor para apropriarem-se não só do conhecimento historicamente construído pela humanidade, mas da diversidade da literatura mundial. 

Dentre os leitores temos um número significativo de crianças que não se apropriaram da linguagem escrita, ainda, mas que, tem em seus  pais e irmãos mais velhos  narradores protagonistas que tornam as histórias contadas e encenadas a eles em verdadeiras sagas encantadoras intermináveis.

Mesmo com a socialização dos livros no mundo digital, onde o acesso é cômodo, prático e ao alcance de um toque de dedo, no conforto do sofá, de frente ao televisor, no arejado ambiente da sala de estar, há quem não abra mão de frequentar a biblioteca cidadã. Um refúgio silencioso e acolhedor que, contribui para a socialização, não somente do conhecimento historicamente construído, mas nas relações interpessoais coletiva dos leitores, pois acaba sendo o ponto de encontro de velhas amizades e na construção novas.


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A Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold, não é apenas um local onde se toma livros por empréstimos, com prazos para devolução, mas também um ambiente teatral, onde livros, estantes e arranjos transformam-se cenário para belíssimas contações de história. Exemplo desta atividade cultural foi à visita programada em três dias para todos os alunos do Centro de Educação Infantil Pedacinho de Vida. Primeiramente as crianças conheceram as estantes de livros e seus conteúdos bibliográficos e posteriormente, sentaram-se num espaço reservado na sala de leitura para ouvirem de seus professores as mais belas histórias da literatura infantil brasileira.



É importante destacar que a leitura em livros físicos, tradicionais, esses que a gente sente o cheirinho quando  novo ou, daqueles já todos desengonçados, de páginas amareladas,   orelhudas, textos com marcações em determinados conteúdos,  capas surradas de já terem passado por tantas mãos, esses,  trazem benefícios imensuráveis à qualidade de vida do leitor, conforme muitos estudiosos afirmam, dentre os quais relacionamos alguns:




BIBLIOTECA CIDADÃAtiva o sistema sensorial tátil: A parte sensorial está entre os benefícios de se ler livros físicos, isso porque, sentir a textura das páginas durante a leitura pode ajudar na compreensão, uma vez que ativa o sistema sensorial tátil. Dessa forma, cada leitor consegue criar uma experiência mais envolvente e memorável. Esse contato físico com o livro estimula áreas do cérebro ligadas à percepção e à memória, o que favorece a memorização do conteúdo lido. Outro fator importantíssimo, é que, o simples ato de folhear páginas e sentir o papel ajuda a marcar progresso da leitura de forma concreta, o que contribui para a organização mental das informações.

 

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Reduz o estresse: Ao contrário das telas dos smartphones e de outros dispositivos eletrônicos utilizados por muitos leitores para a leitura de conteúdos digitais que sobrecarregam o cérebro com estímulos visuais que aumentam os níveis de estresse e cortisol. Já, os livros físicos proporcionam um efeito calmante. A experiência tátil da leitura impressa, aliada à ausência de notificações ou luz azul, favorece a concentração e reduz a ansiedade.

Segundo o neuropsicólogo David Lewis, da Universidade de Sussex, Reino Unido, apenas seis minutos de leitura já são suficientes para diminuir o estresse em até 68%. Além disso, o estudo em que Lewis participou, revelou que o hábito da leitura supera até atividades como ouvir música ou tomar chá quando o objetivo é relaxar e acalmar a mente.

 


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Contribui para dormir melhor: Uma pesquisa publicada no periódico científico Trials, em 2021, demonstrou que ler antes de dormir pode melhorar significativamente a qualidade do sono. No estudo, 496 participantes foram orientados a ler um livro na cama antes de dormir,
enquanto outros 496 não realizaram essa atividade. Após uma semana, 42% dos leitores relataram melhora no sono, em comparação com apenas 28% do grupo que não leu. Sobretudo, os pesquisadores concluíram que a leitura noturna, especialmente de livros físicos e de ficção, ajuda a relaxar a mente, reduz o estresse e cria uma rotina mental que sinaliza ao corpo que é hora de descansar. Isso favorece um adormecer mais rápido e um sono mais profundo, sem os estímulos visuais e cognitivos provocados por dispositivos eletrônicos.

 


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Ajuda na prevenção de doenças degenerativas: A leitura regular de livros físicos também traz benefícios a longo prazo. De acordo com especialistas, ler estimula a atividade cerebral e fortalece as conexões neurais, o que contribui para prevenir ou retardar o aparecimento de doenças neurodegenerativas. Segundo o neurologista Paulo Caramelli, da Faculdade de Medicina da UFMG, o hábito de leitura aumenta a capacidade do cérebro de resistir aos danos causados por doenças como o Alzheimer, mantendo as funções mentais por mais tempo, além de estimula várias áreas do cérebro e fortalecer a neuroplasticidade.



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Estimula a empatia: A escolha por ler livros físicos, especialmente obras de ficção literária, pode aumentar a empatia. Isso acontece porque nos coloca no lugar de outras pessoas, permitindo vivenciar emoções, dilemas e perspectivas diferentes das nossas. Ao se envolver profundamente com personagens e narrativas, o leitor ativa áreas do cérebro ligadas à compreensão emocional e à teoria da mente, a habilidade de entender os sentimentos e intenções dos outros. “Viver outras vidas” por meio da leitura, desenvolvemos uma maior sensibilidade às experiências humanas, que, na essência é ter empatia!

 

Aprimora o entendimento e a linguagem: Um estudo de 2019, conduzido por Falk Huettig e Martin Pickering, publicado na revista Trends in Cognitive Sciences, a leitura vai além da compreensão de textos escritos: ela também aprimora a capacidade de prever e compreender a linguagem falada.

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Deste modo, os autores explicam que leitores habituais desenvolvem representações linguísticas a mais, fortalecendo os mecanismos cerebrais responsáveis pela antecipação de palavras e estruturas durante a escuta. Essa habilidade preditiva, segundo os pesquisadores, é treinada pela leitura porque o ambiente textual oferece estabilidade e exige processamento rápido, estimulando o cérebro a antecipar informações, fazendo com que leitores experientes compreendam melhor a linguagem falada por conseguirem prever com mais precisão o que será falado.



Fortalece a saúde mental: Uma técnica terapêutica que utiliza a leitura de livros e outros materiais de leitura

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como ferramenta para auxiliar no tratamento de problemas mentais e emocionais, a chama biblioterapia. Existe livro sobre o assunto, como o livro “Quintais da Biblioterapia”, de Cristina Seixas, compila relatos e vivências de 22 profissionais que exploram diferentes formas de aplicar a leitura como recurso de cuidado emocional. Um estudo sobre o assunto publicado na Revista Digital Universitária da UNAM, reforça a eficácia da biblioterapia como forma a complementar o restabelecimento emocional de pessoas que enfrentam transtornos mentais. A prática da leitura, segundo os autores, estimula o autoconhecimento, favorecendo a demonstrações de sentimentos e contribuindo o alívio emocional e fortalecimento psicológico.


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Oferece maior experiência imersiva: Folhear páginas em vez de encarar uma tela brilhosa, cheia de notificações, a leitura no livro físico se torna naturalmente mais imersiva. O Ritmo é contínuo, sem interrupções, favorecendo maior concentração, o que é excelente para o cérebro.

Segundo o neurologista Ivan Izquierdo, a leitura é uma das atividades mais completas para o cérebro, pois envolve uma varredura rápida e intensa de palavras e significados, ativando diversas regiões cerebrais ao mesmo tempo. O foco estimulado, a compreensão e o prazer aumentam, criando o ambiente ideal para a imaginação, transformando palavras em personagens e fortalecendo a conexão emocional com a narrativa. Então, é nesse envolvimento profundo que descobrimos o prazer de virar páginas.

 

Então, que tal experimentar o encanto único de um bom livro físico a partir de agora? Venha conhecer a Biblioteca Cidadã Professora Catarina Carrer Da Rold, aqui pertinho de você e desfrute do ambiente mágico e acolhedor.

 

Biblioteca Cidadã, um refúgio às mentes brilhantes.


03/07/2025

FREQUENTAR REGULARMENTE A BIBLIOTECA

Como ler transforma o cérebro:

Paula Adamo Idoeta
Matéria extraída do site: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89el24p358o, em 1º julho 2025.

Enquanto você lê esta reportagem, ativa circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura.

Decodificar letras, símbolos e significados, transformou o nosso cérebro e nossa sociedade e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu. "Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que a língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco", afirma Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles e autora de O Cérebro Leitor, da editora Contexto.

 

"E quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de leitura profunda."

No entanto, Wolf adverte que essa habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos – como apenas "passar os olhos" em textos online.

A seguir, explicamos quatro formas como a leitura alterou a forma como pensamos e como preservar essas conquistas.


1 - A 'invenção' da leitura

Maryanne Wolf explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito que permita ler.

 

Esse processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila – embora haja debates entre alguns cientistas que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.

 

De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som.

 

"Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem", diz a autora.

 

Em seu livro, Wolf explica que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais "reciclaram" para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.

 

Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas olhando para uma série de caracteres. Alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. Quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real, ou seja, eram uma palavra de um idioma, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão, e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons.

 

Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados.

Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra "bug", em inglês, pensavam não só no significado básico do termo - inseto, como também em "bugs de informática" e até mesmo no carro Fusca (que em inglês chama Beetle, nome de um inseto).


2 - O idioma que aprendemos impacta áreas diferentes do cérebro

Outra observação de Wolf é de que diferentes idiomas podem impactar o cérebro de modo distinto.

 

Vejamos o caso do chinês, um dos idiomas mais antigo do mundo, escrito no chamado sistema logográfico. Cada ideia ou preposição, por exemplo, é representada por um símbolo, em vez de por um conjunto de letras do alfabeto.

 

Pesquisas indicam que o aprendizado de sistemas logográficos ativa áreas diferentes do cérebro do que o aprendizado de português ou inglês, por exemplo. Em particular as regiões envolvidas na memória visual e associação visual.

 

Uma das formas como os cientistas descobriram isso foi a partir de um estudo pioneiro sobre o bilinguismo na década de 1930. Nele, pesquisadores chineses estudaram o caso de um homem que sofrera um derrame cerebral grave. No entanto, o derrame impactou apenas a capacidade do paciente de ler chinês. O conhecimento do idioma inglês continuou intacto.

"É um exemplo de como os circuitos do cérebro refletem as demandas do idioma chinês, que exige mais memória visual e mais processamento visual daqueles belos e intrincados símbolos", afirma Maryanne Wolf.


3 - Repertório desde a primeira infância

 

Inclusive, esse aprendizado tão sofisticado começa antes da alfabetização formal: já quando os bebês ouvem história no colo dos adultos ou veem livros com figuras, mesmo que ainda não consigam decifrar as letras.

 

Para Wolf, isso já cria o terreno para a criança desenvolver habilidades emocionais importantes, como a empatia e a capacidade de se colocar no lugar de um personagem da história.

 

Em contrapartida, a negligência à leitura tem um efeito contrário e bastante prejudicial  ao cérebro infantil.

 

Um famoso estudo americano de 1995 concluiu que crianças de lares pobres, sem acesso à leitura e a estímulos, terão escutado, até os 3 anos de idade, 30 milhões de palavras a menos do que uma criança estimulada e de classe média.

 

Hoje já existem outras pesquisas contestando algumas conclusões desse estudo, dizendo que não é uma mera questão de nível socioeconômico e que, tais conclusões podem estigmatizar crianças mais pobres.

 

Mas um ponto chave continua a valer: com menos repertório, a tendência é que a criança já comece a vida acadêmica em desvantagem.


4 - Capacidade de leitura profunda se perdendo

 

Uma grande preocupação da pesquisadora é com o que ela chama de "crise de leitura".

 

O fato de que ler não é uma capacidade inata dos humanos e sim, algo adquirido e aperfeiçoado ao longo de milênios, significa, segundo Wolf, que essas habilidades podem ser atrofiadas ou lentamente perdidas.

 

Pensa em como você lê na tela do celular. Por acaso é uma passada de olhos, fazendo scroll na tela e interrompendo a cada notificação do WhatsApp? Isso é cada vez mais comum.

 

O problema, segundo Wolf, é que se limitar a essa leitura superficial pode prejudicar nossa capacidade de imersão num texto, de entender argumentos complexos, de fazer uma análise crítica, de identificar notícias falsas ou, simplesmente, de mergulhar em um livro bem escrito.

 

"Quando você apenas passa o olho no texto, estudos mostram que você absorve apenas uma amostra do que está escrito", diz ela. "E você não perde apenas dados ou fatos absolutos, mas também todo o propósito do que o escritor está tentando instigar, que é a beleza da linguagem."

 

Wolf cita pesquisas acadêmicas indicando, por exemplo, que crianças que usam o celular desde os primeiros anos de vida podem ter um desempenho pior na escola depois.

 

Além disso, "num cérebro que é constantemente distraído e hiper-estimulado, os neurotransmissores começam a desejar estímulos em um intervalo cada vez mais curto. Daí é comum que essas crianças, quando estão off-line, se sintam muito entediadas."

 

E tampouco sobra tempo para a leitura de lazer, "o que significa que (muitas crianças e adolescentes) não vão desenvolver essa capacidade de leitura profunda".

 

"O antídoto para isso é o mais simples e bonito o possível: ter nossas crianças imersas na leitura, e ter uma vida de leitor. Ajudá-los a entender que a leitura pode ser um santuário onde elas podem pensar por conta própria", conclui Wolf.

 

"Mas é um antídoto duro, no sentido de que exige que pais e professores ajudem. Eles têm de servir de modelo. Eles têm de ler para as crianças. E eles próprios precisam desenvolver o gosto pela leitura."


Dislexia e dificuldades de leitura

Outro ponto de atenção são as muitas crianças com dificuldades de leitura, como a dislexia, uma condição que, segundo diferentes estimativas, atinge de 4% a 10% da população mundial.

A dislexia é caracterizada por entraves de aprendizado de leitura e ortografia. Crianças com dislexia costumam ter dificuldade também em distinguir sons e fonemas dentro das palavras, ou em recordar informações que veem e escutam.

Maryanne Wolf tem um filho disléxico e dirige um centro de estudos sobre a dislexia na Universidade da Califórnia. E lamenta que tantas crianças com essa característica sejam taxadas de incapazes ou preguiçosas, em vez de diagnosticadas e ajudadas.

"O enredo da história da dislexia poderia ser contado com pequenas variações em todo o mundo", escreve Wolf em O Cérebro Leitor.

"Uma criança inteligente, digamos um menino, chega à escola, cheio de vida e entusiasmo; se esforça para aprender a ler como todo mundo, mas, diferentemente de todos, parece que não conseguirá aprender. Seus pais lhe dizem para se esforçar mais um pouco; os professores lhe dizem que 'não está trabalhando com todo seu potencial'; alguns colegas o chamam de 'retardado', 'idiota'; recebe a mensagem avassaladora de que não terá muito valor; e assim, essa criança deixa a escola sem qualquer traço do entusiasmo inicial de quando entrou", afirma ela.

Em seu livro, a pesquisadora cita algumas hipóteses para explicar a dislexia, como uma possível falha nas estruturas de linguagem ou visão do cérebro. Também é possível que pessoas disléxicas usem circuitos cerebrais diferentes dos de um leitor típico.

"Já conhecemos muito, mas muito ainda precisa ser explicado na história e nos mistérios da dislexia", diz Wolf.

"Em muitos casos, o cérebro nunca atinge os estágios mais elevados de desenvolvimento da leitura, pois leva muito tempo para conectar as primeiras partes do processo. Muitas crianças com dislexia literalmente não têm tempo para processar a informação escrita."

Ao mesmo tempo, muitas pessoas com dislexia são consideradas excepcionalmente criativas e inteligentes.

Inclusive existe o debate de que grandes gênios da humanidade, como Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Albert Einstein possam ter sido disléxicos.

 

Da Vinci, por exemplo, tinha dificuldade com a leitura e às vezes escrevia da direita pra esquerda, e com erros ortográficos e sintáticos.

"A maioria das pessoas com dislexia não possui talentos espetaculares como os de Edison ou Leonardo, mas parece haver um grande número de pessoas portadoras de dislexia extraordinariamente talentosas", escreve Wolf.

Além disso, hoje já existem muitas estratégias para ajudar crianças com essa e outras dificuldades de leitura.

"O principal é tentar ajudar as crianças a descobrirem a sensação de terem um santuário de leitura", afirma Wolf. "No começo, é claro, as histórias são muito simples e com o tempo vão ficando mais complexas. Mas sempre enfatizando habilidades como capacidade de dedução, empatia e pensar por conta própria."